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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

NOVO TEMPLATE!!!

Resolvi mudar o template do Blog!!... Porque? Meu deu vontade... não é aniversário, ainda não é Ano Novo... simplesmente não é nada... deu vontade e estamos aí, de cara nova!!

Bom, só um aviso, então, é que alguns posts foram espremidos pelo tamanho do template, então, por favor, perdoem!!... Se, Se, Se.... der coragem, eu reconfiguro os últimos... mas não prometo muito não, viu?! uahauhauha...

Estou adicionando os gadgets aqui do lado, mas tem que ser link por link, detalhe por detalhe, então talvez demore um pouco... mas já já está tudo de volta!!!!

Beijos...!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

AURORA - Capítulo Seis...

Bom, aí está o sexto capítulo da Fic... É o penúltimo... Mais um e fim! não disse que era curtinha?!

Capítulo 6
Sem Grandes Revelações

_Não vou ser delicada, desculpe. Quem é você?

Havia muita emoção em sua voz que ela tentava disfarçar, algo que passaria para alguém que não a conhecesse, mas eu a conhecia, ela era a minha melhor amiga.

_Também não serei delicada, então vejamos... acho que essa pergunta é minha não? Quem são vocês?

Troca de olhares. Baixos sibilares.

_Por favor, já pedi que falem alto. Eu quero entender e não ficar ainda mais confusa. – exclamei quase em pânico, o sentido voltando a minha mente.

Alice concordou com alguém com um leve sinal de cabeça e dando um passo a frente perguntou, sem esconder suas emoções desta vez.

_Você parece saber quem somos. Não sabe?

Minhas pernas vibraram com o impacto daquela pequena questão. Sim eu sabia, eles eram a minha maior pergunta e a minha única resposta. Eles eram a razão de algo maior, que eu não podia entender, eu queria falar, mas de repente, antes de explodir em falas, um rosto passou por minha cabeça. Na verdade, acho que foi isso que me fez disparar em palavras.

_Sei, é claro que sei. Vocês são Alice, Jasper, Rosalie e Emmett. – disse apontando cada um deles. – Vocês são fortes, lindos, perfeitos. São pálidos, frios e duros como pedra, são rápidos, fortes e tem poderes incríveis. Você vê o futuro e você sabe o que estou sentindo. – afirmei apontando Alice e Jasper respectivamente. – Não só o que eu sinto, mas o que todos sentimos, e se é verdade que não sabem quem eu sou, devem estar tão confusos como eu...

“E não são só vocês. Faltam Esme e Carlisle, seus pais adotivos, pelo menos essa é a história pública, eles são tão lindos, tão perfeitos e tão compenetrados quanto vocês. Com tanta força e tanta agilidade... Oh... E falta a pequenina Renesmee, que apesar de ter olhos mais humanos é tão inacreditável quanto vocês. E falta Jacob também, que é diferente, mas ainda assim incrível, Jacob com sua pele marrom-avermelhada, tão bonito e jovem, alto, e tão forte como vocês, mas quente.

“E tem ele... O rapaz de cabelo arruivados, tão, tão... enfim, ele que é um... um... um v-vampiro como vocês, mas não... não como Jacob, Jacob que é um lobo...”

Minha voz foi diminuindo até um sussurro leve, mas eu sabia que podiam me ouvir com clareza. Os olhos dourados brilhavam em minha direção, com ainda mais intensidade, com mais força e verdade.

_Então acho que se você sabe tudo isso sobre nós, voltamos a nossa pergunta. Quem é você? – dessa vez quem dissera fora Emmett, com um desespero incontrolável na voz.

Olhando cada um nos olhos, eu me sentia decepcionada, acho que essa era uma pergunta que eu deveria fazer, principalmente agora que sabiam que eu os conhecia. Eles deviam me conhecer também. Não?!

_Eu sou eu. Sou Annie. – as palavras saíram como baixas e explicativas demais, como se desejasse lembrá-los de alguém que já conheciam, talvez o nome trouxesse alguma lembrança.

Olhares continuavam no meu incentivando-me a falar. E eu novamente disparei.

_Eu achei que vocês me responderiam essa. Sou Annie. É a única coisa que realmente sei sobre mim. Nasci no Arizona e cresci por todo esse país procurando por vocês sem nem ao menos entender o porquê. Eu me lembro de vocês desde quando me lembro que ser capaz de lembrar, eu sonho com vocês desde quando me lembro ser capaz de sonhar. Tenho 17 anos, perdi meu pai e minha mãe, e estou aqui, enterrada nessa cidade horrível, sozinha, esperando ter idade para sair por aí procurando por vocês novamente. Eu odeio não saber de nada. Não saber quem sou. Quem são. Odeio não entender nada. Odeio tudo isso. Mas acima de tudo, e por incrível que pareça, e eu nem ao menos entendo o motivo, eu amo muito todos vocês.

Eu falara tudo que sentia, tudo que me martelava incessantemente, eu tinha medo, de alguma forma, mas me sentia segura com toda aquela verdade. Eu não sabia mentir.

Alice deu um sorriso, mais um passo a frente e murmurou baixo, mas num tom que podia ouvir.

_Nós te amamos também...

Jasper a alcançou e a segurou pelo braço, acariciando-a gentilmente. Rosalie quebrou o silêncio.

_Annie... ok... Annie. – ela parecia não concordar com aquela forma de tratamento. – Nós não sabemos o que falar ou o que fazer. Não sabemos e não compreendemos o que está se passando aqui, mas entenda uma coisa: você se parece muito com alguém que conhecemos a muitos anos atrás, mas ela morreu e talvez você até saiba, já que sabe de tudo mesmo. – Eu concordei com um aceno de cabeça, enquanto ela continuava – Mas achamos que podíamos conversar com alguém, Carlisle, você o mencionou.

Eu não sabia o que fazer ou o que dizer, mas eu queria aquilo, queria conversar com aquele homem naquele instante, talvez ele tivesse a resposta. Nas minhas lembranças ele quase sempre tinha as respostas.

Mas antes que eu pudesse responder, Alice pareceu congelar, eu soube o que aquilo significava. Ela via algo. Algo só dela, mas que devia estar para acontecer. Jasper a segurou, acalmando-a e perguntou ansioso.

_O que foi Alice?

_Ele desistiu. Resolveu ir embora, acha que não agüenta ficar aqui.


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

AURORA - Capítulo Cinco!

O capítulo cinco da fic... espero que (se tiver alguém lendo... auhauha) esteja gostando!!

Ta aí!:

Capítulo 5

A Chegada Inesperada

Quase duas semanas haviam se passado desde que tivera meu último sonho com aquela vida da qual sentia como minha. Estava desesperada, sabia que desejara o fim daquilo tudo, mas agora que parecia ter chego não parecia justo. Eu convivera com os sonhos toda minha vida, nunca falharam uma só noite, e de repente eles desapareceram, parecia que perdia algo importante. Aquilo era parte de mim.

Havia acordado alguns minutos antes do toque do despertador, afinal este servia de mera segurança, eu nunca perdia a hora, eu nunca acordava em atraso, era sempre exatamente ao fim do sonho, mas o costume já era tal que nem ao menos precisava mais deles. Ainda deitada na cama, virei de lado, perdida em pensamentos de porque os sonhos haviam me abandonado, quando o toque do despertador me retirou dos meus devaneios.

Levantei, e enquanto arrumava-me para a escola, deixei-me vagar novamente, a única explicação que encontrava era o piano. Algo adormecera para sempre, como desejava, mas será que nada seria despertado? Será... Aquilo era um sol, não era?

Dirigindo pelo estacionamento da escola, fui direto para a vaga que costumava ocupar e girando o volante de modo displicente, precisei frear bruscamente. A vaga estava ocupada e por pouco não batera na traseira de um caríssimo carro conversível, chamativo e provavelmente importado. Exasperada com a ofensa de ver um carro estacionado em minha vaga, dei ré e sai a procura de um lugar em que pudesse parar.

Quando encontrei uma vaga, muito distante no estacionamento, já estava em cima do horário, e sai as pressas para a aula de geometria. O Mr. Smith ignorou minha entrada dando-me um cortante olhar, mas sem dizer uma palavra. Sentei-me ao lado de Lydia, que me cumprimentou com um aceno de cabeça e voltou sua atenção a aula.

Eu nunca tivera muitos amigos nas escolas por onde passei e em Forks não foi diferente, havia um pequeno grupo de colegas com que sentava-me na hora do almoço e de vez em quando saíamos para um cinema, uma pizza ou simplesmente para estudarmos juntos, mas para mim, nenhum deles era meu verdadeiro amigo.

Aos olhos dos outros, acho que era vista como quieta e misteriosa demais para fazer amizades, só o fato de já ter passado por mais de cinqüenta escolas era motivo suficiente para não se apegarem, mas as pessoas pareciam até gostar de mim.

O horário do almoço pareceu demorar naquela manhã, mas ao deixar a aula de biologia para dirigir-me ao refeitório eu sentia uma estranha apreensão e uma expectativa inexplicável. O refeitório estava lotado e barulhento, mas ao sentar-me em minha mesa habitual, junto aos colegas, percebi uma leve tensão e murmúrio nas mesas em volta, que não era diferente na minha mesa.

Jerry, Mitchel e Mary estavam a direita, Lydia, Adam, Zack e Paul a esquerda da minha cadeira, mas a conversa silenciosa espalhava-se por toda a mesa. Sentando-me, peguei uma maçã, mordi e procurei entender a conversa que se passava.

_...muito gostosa... – sussurrava Adam.

_Alguém devia ir apresentar a escola a eles... – comentava Mary.

_Eles não parecem desejar isso, olha a cara deles! – exclamou Paul.

_...muito, muito gostosa... – repetia Adam.

_A baixinha parece que está com medo de alguma coisa, não acham? – perguntou Zack.

_De que alguém roube o gato do namorado dela... olha só que lindo! – explodiu Lydia.

_Nunca vi uma loira como aquela, pena que o cara é muito grande pra que eu tenha coragem de enfrentar. – falou Jerry.

_...muuuuuito gostosa meu! – insistiu Adam.

Enquanto os murmúrios me invadiam, procurei por todos os lados os merecedores de tanta atenção, mas quando um cara na mesa da frente se levantou, foi que eu os vi. Na mesa mais distante do refeitório, a quase vinte metros de distância, estavam eles, quatro deles, um mais lindo que o outro, pareciam impossíveis de existirem no meio de toda aquela gente comum.

Seus movimentos eram graciosos, a fala parecia muito leve, apesar de estar distante demais para ouvir, e suas expressões estavam muito tensas, como se estivessem incomodados com algo a sua volta, mas nada era diferente do que deveria ser, a não ser talvez as roupas mais modernas. Tirando isso, eram eles lá, Alice, Jasper, Rosalie e Emmett, aqueles rostos tão conhecidos, mas jamais vistos.

Algumas coisas aconteceram ao mesmo instante, eu perdi o fôlego e deixei minha maçã cair com um baque sobre a bandeja, derrubando meu refrigerante sobre quase todo mundo, e fazendo um pequeno escândalo. Alice com um movimento seco e direto virou o rosto em minha direção e me atravessou com seu olhar profundo enquanto ficava de pé, Jasper, percebendo e antecipando sua reação, segurou seu braço e seguiu seu olhar, os outros fizeram o mesmo.

O movimento do grupo dos ‘novatos’ não passou despercebido por nenhum dos alunos presentes naquele lugar, mas felizmente ninguém teve certeza do exato ponto para onde olhavam. Acho que estava quase tão pálida quanto os vampiros, naquele momento, levantei-me, inventando a primeira desculpa que me veio a mente, e sai pela porta mais próxima.

Andei uns quarenta metros em passos rápidos, em direção ao ginásio, a chuva leve pareceu limpar um pouco minha mente, a água escorria por meu rosto carregando lágrimas, de tantos sentimentos que não saberia descrevê-los. Toda a minha vida escorria por meu corpo junto aquelas gotas, mas ao mesmo tempo que desejava ardentemente enfrentar aqueles estranhos de rostos brancos como a neve, eu não sentia-me corajosa o suficiente para mover um só de meus músculos.

Talvez tenha-se passado no máximo um minuto, mas não pensava no relógio naquele instante, eu podia sentir que à minhas costas haviam quatro pares de olhos dourados impacientes concentrados em minha nuca, mas eu os conhecia bem o suficiente para saber que o tempo não era um empecilho para nenhum deles. Quando me pareceu confortável simplesmente ficar ali parada pelo resto da eternidade, me virei, e eles estavam lá.

Nenhuma das expressões pareciam fazer algum sentido, nenhum deles parecia saber o que dizer ou o que fazer, eles, na verdade, pareciam ainda mais confusos do que eu e não faziam questão de disfarçar estes sentimentos. Eu sabia que o movimento microscópico de seus lábios indicavam conversas silenciosas que tentavam esconder de mim, mas eu os conhecia, eu sabia quem e o que eles eram.


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

AURORA - Capítulo Quatro...

Um capítulo que foge do ponto-de-vista da nossa protagonista e acompanha os Cullen enquanto eles decidem um novo destino para a família...

É isso aí... Capítulo 4:

Capítulo 4 – Cullen’s

Decisão

Alice estava sentada na sala e mal prestava atenção no que os outros falavam, suas preocupações eram as mesmas a quase cem anos e só fizeram aumentar nos últimos. Ela sabia que as vezes era um pouco desagradável, mas se culpava de não ter podido ajudar Bella, ela estava tão próxima quando... Enfim, ela não se permitia lembrar.

Eram poucas as ocasiões em que Alice voltava a ser a pequena fadinha saltitante que fora, é claro que Jasper conseguia esse feito com mais frequência, mas em geral sua animação só voltava quando Edward vinha visitá-los. Eram raras as suas visitas e ficavam mais espaçosas ao longo dos anos, já faziam quase oito anos que ele não vinha e esperança de todos os Cullen de que ele pudesse voltar a ser como era já não existia mais.

As vezes eles cogitavam se não teria sido melhor caso Bella não o tivesse feito prometer que viveria. Do que adiantava uma vida como aquela? Mas Alice era a única que via esperanças infinitas, Alice via Bella, e a via no futuro de Edward. A primeira vez que a viu, a uns noventa anos, sentiu-se confusa e quando Edward veio visitá-los, três anos depois, ele ficara furioso com aquilo. Depois disso ela sempre tentava esconder as visões e os pensamentos quando ele vinha.

Mas ele não estava ali agora, e ela podia pensar, e podia sentir a intensidade de Bella. Ela não entendia como, não entendia as decisões a ser tomadas, não entendia o que estava acontecendo, talvez simplesmente visse o que gostaria de ver, mas ela estava ali, esperando. Ela sabia que era uma discussão importante a que os outros tinham. Para onde eles iriam agora? Já fazia seis anos que os Cullen’s estavam em Wilton, Minnesota, uma cidade de menos de duzentos habitantes. Já estava na hora de partir.

Emmett, em meio a discussão verbalizou o que nenhum dos outros era capaz de dizer, embora tivessem tanta vontade quanto.

_Vamos para Forks?

Apesar de seu jeito despreocupado de sempre, as palavras saíram hesitantes, todos se entreolharam, o fato de Edward não estar mais presente a convivência da família não apagava para nenhum deles o peso que Forks tinha em suas histórias, mas mesmo assim, no fundo, todos eles queriam voltar, de alguma forma.

Os olhares eram pesados e tensos e nenhum deles parecia querer concordar ou discordar, nem mesmo Emmett parecia mais disposto a tocar no assunto. Esme estava prestes a dizer algo, com o objetivo de substituir a frase de Emmett, quando Alice respondeu:

_Sim. Nós vamos para Forks.

A determinação e a confiança na voz de Alice, algo a muito perdido, animou os outros, em principal Jasper, que podia sentir a empolgação crescendo dentro dela. Não houveram mais objeções, discussões ou deliberações, todos estavam determinados a ir a Forks e imediatamente passaram aos planos da mudança.

Após algumas horas de planos sendo traçado Rosalie concluiu.

_Devemos avisar Jake e Nessie. Oh, eles vão ficar tão contentes!

Jacob e Renesmee viviam em La Push, a primeira praia, a aproximadamente 24 quilômetros de Forks, um lugar onde as lendas eram tão fortes, que um rapaz e uma mulher que não envelhecem não assustavam ninguém. Afinal, eles não eram os únicos.

A proximidade com os vampiros, e um deles, ou pelo menos meio, vivendo na própria comunidade, atraía visitantes da mesma espécie, o que impedia os quileutes de deixarem sua transformação e envelhecessem só por opção. Sam havia partido, pouco depois de Emily, Quil, Jared e Paul também viveram alguns anos e se deixaram envelhecer, Seth, Embry e Leah ainda estavam lá, com seus filhos e netos crescendo por La Push.

Os Cullen também visitavam La Push vez ou outra, normalmente Nessie e Jake eram quem deixavam o local e iam até eles, em especial quando Edward estava por lá. Edward jamais voltara a La Push, e apesar de amar sua filha, lhe doía ver os olhos de Bella naquele rosto, misturado aos seus traços.

Rosalie havia acabado de desligar o telefone em suas mãos quando Alice se manifestou. Se fosse possível que ela ficasse mais branca, ela teria ficado, seu rosto estava assustado, feliz, mas em dúvida, ela não entendia o que estava acontecendo, mas algo estava mudando.

Todos a olhavam desesperados procurando pela resposta em seus olhos, mas ela não veio, uma onda de tranquilidade, liberada por Jasper, passou por todos e a fez voltar a si. Seus olhos focaram novamente em Emmett que estava a sua frente e ela se assustou com a expressão no rosto dele.

_Algum problema Emmett? – Perguntou em tom de preocupação.

_Como? Comigo? Claro que não. Eu que devo perguntar, algum problema Alice? – Rebateu Emmett na mesma hora.

_Ah... errr... então... Edward está vindo. – Respondeu ela ainda perdida em seus pensamentos.

_Oh! Que maravilha, precisamos providenciar as coisas para a chegada dele. Quanto tempo Alice? – Perguntou Esme, com a empolgação da mãe que recebe o filho pródigo.

_Amanhã, provavelmente, pela manhã. Ele está um pouco longe. – Disse Alice ainda perdida.

_Ele já sabe por quanto tempo? – Perguntou Rosalie, tentando não se animar tanto com a idéia da volta do irmão.

_Definitivamente. Ele acha que está na hora de voltar.

A sala ficou em silêncio.

_Vamos ter que mudar de idéia quanto a Forks. – Carlisle quebrou o silêncio com a observação óbvia.

_Não. – Assegurou Alice. – Não posso ter certeza que ele vá aceitar, mas posso vê-lo pensando sobre. Ele vai ouvir em nossas mentes que esse era o plano, de qualquer forma. Ele está cogitando aceitar.

_Mas isso talvez não seja bom pra ele. Talvez da próxima vez, daqui a alguns anos. Não vamos correr o risco de ele mudar de idéia. – Esme argumentou tensa com a possibilidade.

_Tenho certeza que o melhor a fazer é irmos para Forks. Vamos tentar. Sempre podemos mudar de idéia depois, se ele não aceitar.

_Concordo com Alice, talvez seja melhor deixá-lo encarar seus próprios medos. E sim, sempre podemos mudar de idéia. – Concluiu Carlisle.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

AURORA - Terceiro Capítulo

Como disse a fic é bem curta... então está quase acabando..

Ta aí a terceira parte...

Capítulo 3

O Ultimo Sonho


A clareira estava inundada de sol e nós dois brilhávamos intensamente, o seu peito nu refletia como milhares de diamantes multifacetados, era como se pudesse iluminar toda uma cidade. Mas eu também não ficava atrás.

Ele sorria, aquele seu sorriso de canto, que me tirava o chão e me roubava o fôlego, mesmo que eu não precisasse mais respirar e aquele não fosse um sorriso realmente feliz. Meus olhos mergulharam nos dele e ele me encarou apaixonado, eu sabia que ele me amava, quando ele me olhava daquele jeito, então, eu não era capaz de duvidar.

Eu tinha algo importante a dizer, por isso o trouxera ali, aquele era nosso santuário e eu precisava daquele altar para a promessa que exigiria dele.

_..., você me ama?

_Não seja tola ..., você ainda precisa me perguntar isso? – sua voz era serena, ele me conhecia muito bem para saber que não era por isso que estávamos ali.

_Sei, mas queria uma resposta.

_Eu te amo ... . Você deveria saber disso, mas eu direi quantas vezes for necessário. Eu te amo. Eu te amo. – Ele dava a intenção de quem desejava falar mais alguma coisa, mas me deixou prosseguir em meu diálogo que ele devia ter certeza que era alguma armação.

_Você sabe o que vem pela frente? Não sabe? Muito mais do que eu, muito mais dos que os outros. Você sabe tanto quanto Alice e não vai contar a ninguém, não é mesmo?

_Sim e não. Eu sei mais do que os outros, porque conheço os detalhes, como Alice conhece, mas não, não vou deixar de contá-los. O que sei, e o que Alice sabe, já foi dito. Quanto ao resto, tudo pode mudar, as coisas mudam ..., você sabe disso, e ainda há os lobos, eles estarão lá, então tudo se torna um mistério maior ainda. – Ele parecia certo no que dizia, e sincero. Eu sei que devia acreditar nele, mas ele sempre mentira tão bem, ele me enganara com muito menos palavras que essas quando me abandonou. Não, eu não deixaria passar.

_..., confie em mim e me responda uma pergunta: o que você faria por mim? Por Renesmee? Por todos? Mas principalmente pelo nosso amor?

_Qualquer coisa. – Ele falou sem hesitação alguma, mas eu sentia o temor em sua voz.

_Qualquer coisa? – Forcei.

_O que você quer, meu amor? – Ele agora estava nervoso e ansioso.

_Eu só quero você, para sempre, e para sempre. Mas não estamos presos a desejos nesse momento ..., e sim a necessidades, e eu pre-ci-so que você me prometa uma coisa.

_Que espécie de loucura está pensando em fazer desta vez ...? – Soltou ele quase explodindo em tensão. – São nesses momentos que eu odeio não saber o que está pensando. – Bufou.

_Não estou pensando, nem planejando, nem fazendo nenhuma loucura ..., mas preciso que você entenda que para mim não pode existir um mundo em que você não esteja. Consegue compreender isso?

_É claro que consigo, eu também seria incapaz de viver em um mundo onde você não mais vivesse. Eu já tive essa sensação por tempo suficiente e são lembranças que prefiro não ter. – Deixei ele falar sem interrompe-lo, ele estava chegando onde eu queria. – Se eu ao menos fosse capaz de apagá-las. O que mais me aterroriza é o fato que se eu não tivesse ido aos Volturis naquela época, eu talvez não os tivesse lembrado da existência dos Cullen e não teríamos mais uma batalha para enfrentar em horas.

_Infelizmente tudo isso aconteceu ..., e nós dois tivemos experiências longes um do outro. Mas você sentiu a minha ausência eterna, eu ainda sabia que você estava vivo, correndo o risco de perde-lo, mas ainda vivo, você não. Você me viu morta em seus pensamentos e você sentiu a minha falta.

_Onde está querendo chegar? – Perguntou ele impaciente.

_Essa batalha vai acontecer amanhã, nós dois querendo ou não, e corremos riscos tão grandes que somos incapazes de imaginar. Sabemos que desta vez eles vem para lutar, não estão abertos a deliberações, aumentaram o seu contingente e consequentemente seus poderes. Nós somos muitos também, mas corremos riscos, inúmeros. E sabemos que no fim disso, serão eles, ou nós. Mas independente de quem vença, teremos baixas.

_Sim. Nós sabemos. – Ele respondeu como se seus pulmões não fossem de aço e como se precisassem de um fôlego perdido. A voz baixa, quase murcha, teria me dado calafrios, se eu ainda fosse capaz de senti-los.

_Então é o seguinte ..., eu não saio daqui e nem permito que você saia, se não me fazer uma promessa, uma promessa que terá que cumprir, a que preço for, uma promessa que eu só poderei pagar com uma promessa igual, mesmo que meu peito arda em chamas por isso. – Eu disse essas palavras em uma velocidade anormal, de forma que um humano mal perceberia como um suspiro.

Ele me olhava com uma estranheza sem tamanho, com medo do que seria obrigado a prometer, mas sabendo que seria necessário. Ele me conhecia, sabia que eu estava determinada a conseguir o que eu queria, sabia que agora eu tinha forças suficientes para mantê-lo naquela clareira pelo tempo que eu quisesse, e eu sabia que ele não ficaria ali, deixando a família e os outros lutarem sozinhos, não quando cada um era importante. Eu sabia, porque eu também não os deixaria.

_O que devo prometer ...? – Sua voz era tensa, quase áspera, mas ele sabia que aquilo doía tanto em mim quanto nele. Ele podia ver em meus olhos.

_Que aconteça o que acontecer comigo naquela batalha, você não vai se destruir, você não vai procurar quem quer que seja para acabar com você, vai ver Renesmee crescer, vai cuidar dela. Você vai viver.

Foram vários minutos em silêncio, era um silêncio mortal, nenhum músculo foi mexido, nenhum olho piscado, até o vento parecera ter se imortalizado a nossa volta. Ele me olhava com uma mescla de terror, medo, fúria, dor, amor e compreensão, eu podia ver tudo aquilo passar por seus olhos, por que sentia as mesmas coisas. Eu o amava, mas nunca permitiria pensar que se eu partisse ele buscaria o seu fim.

Os minutos transcorreram e nenhum de nós os percebeu, poderíamos ter ficado ali horas, até dias, mas não podíamos nos dar ao luxo de esperar tanto. Não sei quanto tempo foi, mas em um instante os olhos dele me machucavam e no outro eu estava presa em seu abraço de aço, como se fosse uma humana, fraca.

Eu teria chorado, se pudesse, eu teria sentido meu coração parar, se ele já não estivesse assim, eu teria perdido o fôlego, se ainda conseguisse, e teria desistido, se fosse admissível. Mas nada disso era, sequer, cogitado em minha mente, eu só pensava que não poderia perdê-lo, mesmo que não estivesse mais ali para perdê-lo.

Me doía pensar que era possível o contrário acontecer e eu ficar presa a promessa, presa na minha própria armadilha, sabia que seria impossível viver sem ele, mas eu precisava de sua promessa. E eu sabia que ele me prometeria pela promessa que teria em troca, e que ele cumpriria a promessa, se me fizesse.

Sua voz cortou o ar de repente, um pouco abafada sobre meu cabelo, mas pude ouvi-lo com perfeição.

_Você tem certeza de que é isso que quer?

_Não tenho certeza de nada ..., a única certeza que tenho é de que preferiria morrer mil vezes a saber que você deixou viver.

_Eu já deixei de viver a séculos ...! – Objetou ele me empurrando de leve e voltando a me encarar nos olhos.

_Pouco me importa a quanto tempo seu coração deixou de bater.

_Porque eu viveria sem você ...?

_Eu já disse. Pelos outros. Por Renesmee. Por mim mesma.

_Quando você diz isso, e diz que promete o mesmo. Você seria capaz de viver sem mim? – Pude sentir um leve tremor de dúvida e pânico naquela pergunta.

_Mas é claro que não! – Respondi com uma risada seca e dura. – Mas eu viveria. Sabendo que te faria sofrer ainda mais se eu partisse. Você acha que eu descansaria em paz sabendo que o levei comigo?

_Descansaria em paz? Você ainda acha que existe salvação para nós ...?

_Sim existe. Estou com Carlisle nessa, e você não vai me desviar disso.

_... .

_..., me escute. Você me promete que vai viver, não importa a que custo for. Você me promete que não vai procurar um jeito de partir, e eu, te prometo que também não buscarei o meu fim. Além disso, eu lhe prometo que... que eu volto pra você. Seja como for, eu vou encontrar um jeito de voltar pra você. Eu vou provar pra você que nós não só temos almas, mas que nós merecemos um céu, seja lá o que isso signifique para as milhares de religiões. Eu volto pra você, nem que isso leve mil anos. Então viva ..., viva. Por mim.

Ele não respondeu. Eu via que ele estava cético quanto as minhas afirmações, mas eu também via que ele cumpriria a promessa e que me esperaria de alguma forma. Que ele acreditaria naquilo como modo para viver. Então ele pegou minhas mãos, levou até o seu rosto e me beijou.

Não foi um beijo longo, nem o tipo de beijo de nossos novos tempos. Parecia mais com os beijos de quando eu ainda era uma humana e ele ainda sentia sede pelo meu sangue, cauteloso. O beijo durou pouco, mas o suficiente para que selássemos nossas promessas. Não eram necessário palavras, nós já nos conhecíamos muito bem. Demos as mãos e partimos.

A última coisa que vi foram as folhas da clareira se movendo a uma velocidade impressionante com o deslocamento de ar e algumas caindo ao chão. A clareira ficou só e triste e eu acordei.

Cullen. Aquele era um nome que eu nunca tinha ouvido nos sonhos. Então eles eram os Cullen’s. Isso devia me deixar contente, mas eu só sentia um imenso vazio.

Essa foi a última vez que sonhei com eles.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

AURORA - Segunda Parte...

Vich... esqueci de postar ontem o segundo capítulo... acho que estava ocupada tendo overdose de Lua Nova e Alice!!!

Mais tarde vou postar fotos de New Moon aqui... estão lindas!!

Mas vai lá, o segundo capítulo:

Capítulo 2

A Velha Casa

Era meu aniversário e como sabia que não tinha nenhum presente a esperar, pois não havia quem os dar, eu havia planejado providenciar eu mesma um presente. Eu iria a velha casa e desta eu vez eu atravessaria a porta daquele bendito quarto. No meu carro, um pouco antigo, afinal não via necessidade em gastar minha herança em um carro que poderia se desfazer em uma batida, como o dos meus pais, eu atravessei aquele matagal que crescia e invadia a casa.

Ela estava muito velha, tomada pelo tempo e pelo mato, pessimamente conservada, mas não me restava dúvidas de que aquela era a casa dos sonhos. A casa em que a família vivia ou vivera anos atrás, talvez centenas de anos atrás, mas era aquela casa, que parecia ter sido abandonada as pressas por pessoas que não queriam daquele lugar nenhuma lembrança.

Todos os móveis, ou quase todos, já que eram poucos, estavam lá. Um piano em uma parte rebaixada do piso era minha peça favorita, ele era lindo e imaculado, a poeira e o cupim haviam tomado boa parte de seu glamour, mas ele estava lá. Eu nunca conseguira tocar em suas teclas, nem sequer espanar a poeira, eu sentia algo tão intenso dentro de mim que me proibia de quebrar o seu sono, de acordar alguma coisa naquela casa.

Eu descobrira a casa no dia em que soube da morte da senhora Newton, ficara com tanta raiva que saí andando a esmo pela floresta, como se tivesse perdido todas as esperanças novamente. A dor pela morte dos meus pais, pelo abandono a pesquisa que dedicavam-se e pela estupidez de não ter procurado aquela mulher antes, me abatiam, agora em dobro, todavia, quando meus olhos encontraram a alta parede de vidro, que dominava a face sul da casa, eu me esqueci de tudo.

Minhas pernas perderam a força e meus olhos o foco, eu caí de joelhos e chorei como uma criança sentida que levara uma bronca por um erro que não cometera. As minhas lágrimas me mantiveram no chão por quase uma hora, mas depois disso tive forças para me levantar e adentrar aquele lugar, quase um santuário para mim.

Durante meses visitei a casa todos os dias, ela ficava tão escondida no meio do mato, que só devia ser essa a explicação para ainda estar lá, em ruínas, é claro, mas ainda assim, intacta por invasores e pichações. Aos poucos eu conhecia a casa em sua totalidade, talvez fosse capaz de fechar os olhos e visualizar todas os 17 degraus ou as 42 largas tábuas do assoalho da sala, aquela era a casa dos meus sonhos, a minha casa, de certo modo, mas havia um lugar que me era proibido, a última porta do andar superior.

Eu sabia o que havia ali, os sonhos me mostraram uma garota, muito mais parecida comigo do que a ‘bela Annie’, entrando naquele cômodo. Em um tempo, um sofá de couro preto, grande e confortável, em outro, uma cama king size de cabeceira de ferro com flores negras entalhadas (havia uma partida). Eu conhecia o quarto, mas apenas dos sonhos, no entanto, eu nunca conseguira atravessar aquela porta, como nunca tocara o piano, e era por isso que eu iria lá naquele dia, aquele seria meu presente de aniversário.

Eu desci do meu carro alguns metros longe da casa e me aproximei ansiosa, a demora para levantar me deixara com apenas vinte minutos para ir até a casa e voltar a tempo da escola, mas apesar da minha pressa, eu não podia correr pela casa como corria pelo mato a sua volta. A idade da velha moradia deveria ser respeitada, eu não gostaria que desabasse sobre mim enquanto subia as escadas, ninguém jamais me encontraria ali.

E foi com cautela que eu subi cada um dos degraus, pensando em quão diferente dos meus sonhos o quarto estaria. Não tive coragem de ir direto ao quarto, então passei no escritório, não havia livros nas prateleiras e os pregos não sustentavam quadros, mas eu os conhecia muito bem para precisar que eles estivessem ali, nem precisava fechar os olhos para visualizá-los.

Passei por todo o aposento, fui a grande janela de vidro na lateral e fiquei observando as folhas das árvores dançando na melodia do vento, podia ouvir o pequeno riacho que passava ali perto, meus olhos se perderam em pensamentos e mais uma vez tentei me lembrar do sonho daquela manhã.

Nenhuma imagem veio a tona, a não ser os dois apaixonados na velha clareira, se eu ao menos pudesse encontrá-la, talvez as coisas ficassem mais fáceis lá, como haviam ficado quando encontrei a casa. Só que eu não tinha tempo para pensar naquele momento, eu ainda não havia me dado meu presente de aniversário, e só devia ter dez minutos. Eu ficaria ali a manhã toda, mas meu professor de geometria me dera um maravilhoso presente marcando um teste para aquele dia, no primeiro horário.

A porta do quarto parecia a quilômetros de distância, mas eu encurtei os metros com a determinação de uma maratonista, a porta estava ali, a centímetros de mim e meus dedos já quase roçavam a maçaneta intocável. Quando apertei firme minhas mãos sobre ela, o metal frio era capaz de congelar meu coração para sempre, se ele não estivesse tão quente e pulsante com a ansiedade da ocasião.

Só que o gelo dominou meu coração no momento em que a girei. A porta não cedera como esperava. Todos os cômodos daquela casa sempre estiveram destrancados, porque justo aquele quarto estaria fechado?, eu empurrei a porta com o ombro, empoeirando meu casaco preto, mas ela permaneceu firme em sua função de guardar os segredos daquelas paredes.

Eu não pensara nessa possibilidade, não levara nada para forçar a porta, soltei a maçaneta e saí furiosa, desci os degraus com mais pressa do que seria prudente. Eu estava ali para me dar um presente de aniversário, mostrar que eu tinha coragem suficiente para superar meus medos, mas eu também queria ganhar algo, talvez uma nova lembrança, um novo sonho, como o resto da casa me dera.

Eu queria quebrar as minhas próprias regras, eu era cautelosa, mas sabia ser impulsiva, fui para o piano com uma determinação desconhecida e me prostrei diante daquele elefante branco. Eu não sabia tocar uma só nota, mas eu não precisava tocar, só queria fazer barulho, acordar aquela casa, acordar aqueles seres, ou se possível fazê-los dormir e se calarem para sempre.

Foi apenas uma nota que consegui tocar, o som saiu grave e vibrante, ricocheteou nas paredes e penetraram fundo em meus ouvidos, uma lágrima caiu solitária no mesmo instante, como se estivesse esperando aquela autorização. Eu fiquei ali hipnotizada pelo teclado, observando-o por um longo minuto, a nota que eu tocara estava marcada pela minha digital na poeira densa, prestei atenção e contei mentalmente as notas tentando descobrir qual havia sido.

Fora um sol.

Virei as costas e parti, jurando que nunca mais voltaria aquela casa.

A prova daquela manhã foi um desastre, felizmente eu não parecia ter sido a única a tomar bomba, ninguém parecia muito contente com o resultado.

Naquela noite tive o mesmo sonho. Só que eu era capaz de lembrar de cada detalhe como se o vivesse novamente, e novamente.



segunda-feira, 20 de julho de 2009

AURORA - Fanfic Twilight Saga

Pra quem não sabe, sou fã da série 'Crepúsculo' da autora Stephenie Meyer, pensando nisso resolvi escrever uma fanfic, já que tem tantas rolando por aí, com inúmeras versões de futuros e passados para os fatos citados no livro, resolvi fazer a minha visão de um futuro, baseado em uma questão muito comentada: a existência, ou não, de almas nos vampiros.

Essa história foge um pouco da história padrão, ou melhor, foge um bocado, já que ela se passa uns bons cem anos a frente. É bem curta, tanto em quantidade de capítulos, quanto no tamanho destes, então vai ser bem rápido, por isso vou postar um capítulo a cada dois dias, mais, ou menos...

Isso não muda muita coisa, já que ninguém ta entrando aqui ainda... auhauah... mas mesmo assim, vou postar aos poucos...

É isso aí... Fiquem com: "Aurora"

Capítulo 1

Sonhos e Pesadelos

O despertador tocou mais cedo naquela manhã, notei no simples ato de acordar, normalmente meus sonhos não eram interrompidos, eles tinham hora para terminar e o despertador só tocava depois. Mas naquele dia parecia que tinha sido burrice ter adiantado o horário em quarenta minutos e eu nem ao menos lembrava porque havia feito isso. Quando olhei o rádiorelógio ao lado da cama, percebi pela data que era 13 de março e entendi imediatamente. Era o meu aniversário.

‘Ok’, mas isso não mudava nada, eu havia interrompido o sonho e o daquela noite parecia realmente importante e inédito. Peguei o diário e a caneta na mesa de cabeceira, voltei à posição inicial (algo que sabia que ajudava a recordar os sonhos) e me concentrei no que eu ainda era capaz de lembrar...

Lá estava eu, ou melhor, aquela garota que se parecia muito comigo, mas era absurdamente linda. Não, não era eu. Eu era extremamente comum, uma garota que você encontra em qualquer colegial por aí. Ela não, ela era belíssima, todos os traços perfeitos, o contorno do corpo, enfim, uma garota realmente encantadora, mas que estranhamente se parecia muito comigo, a não ser por seus grandes olhos dourados.

Ela provavelmente seria a Annie que eu gostaria de ser, a garota que atrairia um cara como aquele, o único deles de quem eu não sabia o nome, o rapaz alto e forte, de cabelo um pouco ruivo e totalmente desordenado, com os mesmos olhos dourados e intensos que aquele ‘eu’ tinha.

Todas as noites eu sonhava com eles. Às vezes era o rapaz, às vezes a baixinha morena, Alice, ou o alto e forte, Emmett, o loiro e sério, Jasper, a loira fenomenal, Rosalie, ou o galã compenetrado, Carlisle com a mulher formosa e simpática, Esme, aquela pequena menina, Renesmee e o mais diferente de todos, moreno, alto e forte, Jacob. Desde quando eu era capaz de recordar eles habitavam os meus sonhos, sozinhos ou juntos, eles estavam lá, falando ‘comigo’, rindo ‘comigo’ ou simplesmente convivendo ‘comigo’.

Eles eram diferentes e únicos, mas aos poucos fui os conhecendo, pouco a pouco descobrindo seus nomes, suas feições, seus gostos e suas histórias. Eles eram reais para mim e eram os rostos deles que decoravam as paredes do meu quarto. A única coisa que eu sabia fazer era desenhar e isso era realmente a minha salvação, porque só assim eu podia tentar reproduzir suas faces perfeitas e tentar entender o que eles queriam de mim.

Meus pais, como eu, foram obcecados por eles. Eles não entendiam e no começo não davam atenção, mas quando a sua filha de cinco anos começa a falar de pessoas que ninguém nunca viu, com a determinação de quem realmente havia se encontrado com eles na hora anterior, e todos os dias, você resolve querer investigar. E foi assim que tudo começou... nossa aventura pelo país.

Eu nasci no Arizona, mas vivi pouco tempo por lá, depois que os sonhos ou pesadelos se tornaram frequentes, meu pai, que era historiador e minha mãe, escritora, resolveram procurar uma resposta, e assim, saímos em viajem eterna pelos Estados Unidos. Eu teria orgulho, se não tivesse raiva, de dizer que conhecia em meus 17 anos, recém completos, mais cidades do que a maioria dos americanos conheceriam em toda a sua vida toda.

As viagens eram inúmeras e incansáveis, investigação sobre os nomes, as características, os rostos, tudo que tínhamos de informação, o que no começo era pouco. Raríssimas vezes um ou outro cidadão das cidades, muitas vezes idosos, haviam ouvido falar ou visto pessoas parecidas com as características dos meus personagens, os momentos em que eu podia crer que não era uma desequilibrada.

Os desenhos, que comecei fazer aos 11 anos, ajudavam um pouco e começamos a perceber que em alguns lugares, ao norte do país, alguém já os tinha visto. Meus pais estavam realmente empolgados e assustados ao mesmo tempo, mas eles tinham esperança de que encontrariam uma resposta para tudo aquilo. Que espécie de resposta seria essa, ninguém sabia e nem gostava de imaginar.

Foi no meio de aventuras, de residência curta, poucos amigos, dificuldade de adaptação nas escolas e tantas outras coisas que não convém dizer, que chegamos a Forks, no estado de Washington. A cidade mais úmida que já vira na vida e provavelmente uma das mais tediosas, se não fosse o fato, de que desde a primeira noite dormida naquele lugar, meus sonhos só fizeram aumentar e ficar mais nítidos.

Com toda a empolgação das informações chegando rápido demais foi que as coisas desandaram. A essa altura, embora toda a minha curiosidade me remoesse por dentro, eu já estava cansada de tudo aquilo. Parecia ridículo demais percorrer um país com aproximadamente trezentos milhões de pessoas por causa dos sonhos de uma adolescente.

Porém como pessoas obstinadas que eram meus pais não desistiram, continuaram atrás e chegaram a um nome: Jéssica Newton, uma senhorinha viúva de mais de cem anos de idade que vivia em Seattle. Sua bisneta, uma mulher muito simpática, dissera que os avós lhe contaram algumas histórias sobre alguém com nomes e características semelhantes e lhes dera o endereço da velha senhora.

Foi em um dia de muito frio, em que a neve havia tomado conta de tudo, que meus pais me deixaram na escola pela manhã com mais uma promessa de que dessa vez encontrariam a resposta para tudo isso. Foi a última vez que os vi. Um caminhão perdeu o controle na estrada escorregadia e eles não sobreviveram.

Eu continuei vivendo no quarto de aluguel que estávamos na época do acidente, em cima de uma loja de doces. Meu pai havia deixado um bom dinheiro que restara da herança de meu avô, dinheiro que custeara todas as nossas aventuras, minha mãe certa vez havia tido a brilhante idéia de me emancipar, o que me poupou ter que viver em um orfanato até a maioridade, já que eu não tinha nenhum parente próximo.

Nos primeiros seis meses após a morte dos meus pais eu desistira de tudo. Rasgara e ateara fogo em todas as anotações, desenhos, informações que havíamos recolhido. Procurava ficar acordada até muito tarde para que o cansaço me impedisse de sonhar, mas isto não adiantou, só prejudicou o meu rendimento escolar, o que significava que eles podiam recorrer a algum instituto de menor e tentar cancelar o documento que dizia que eu podia cuidar de mim mesma.

Depois desse tempo de reclusão, que não sei por que incluiu o fato de que eu não tinha a mínima vontade de deixar Forks, um lugar que eu detestava por tudo que me tinha tirado, eu resolvi que se meus pais haviam vivido e morrido por aquela causa e que eu também viveria, e morreria, se fosse necessário.

Refiz todas as anotações que me recordava, voltei a anotar os sonhos, os redesenhei e espalhei por minhas paredes. Quando encontrei Grace Newton, para saber de sua bisavó, soube que a senhora morrera à apenas três semanas, uma morte natural e sem sofrimento, durante o sono, como achava que deveria ser com todos nós.

A notícia da morte da velha senhora me deixou enfurecida comigo mesma, se eu não tivesse tido um ataque de infantilidade e rebeldia adolescente eu poderia ter informações suficientes para encontrar aquelas pessoas. Eu havia deixado passar uma informação de ouro por uma birra! Se eu ao menos tivesse acordado três semanas antes...

Bem, mas já era tarde demais para me lamentar pelo meu erro e eu voltara as buscas, isso já fazia um ano agora. Todas as informações que eu tinha, incluindo os sonhos, que na maioria já sabia décor, incluíam mais de trezentas páginas, mas havia uma única e pequena informação que não estava presente em absolutamente nenhuma linha, uma informação que meus pais nunca vieram a saber: vampiros.

Este era um segredo só meu, que eu nunca tivera coragem de verbalizar, escrever e muitas vezes evitava pensar. Já era horrível e estranho demais conhecer pessoas que eu nunca vira, o suficiente para ser internada em um manicômio e ter a chave jogada a quatrocentos metros de profundidade, se eu ousasse admitir, que aqueles habitantes dos meus sonhos, se diziam e agiam como vampiros, eu mesma era capaz de me internar.

É claro que como minha vida era um campo minado, essa não era a única bomba, deveria haver algum fato para que o rapaz moreno, Jacob, fosse diferente dos outros, e a resposta que eu via em meus sonhos era tão cabível e explicável quanto a anterior, ele era um lobisomem.

No entanto, nenhuma informação que eu tinha era o suficiente para me fazer recordar do sonho daquela manhã, a tempos os sonhos eram repetidos e eu não recebia nada novo, por isso colocara o despertador para mais cedo, mas dessa vez eu não só perdera, como não era capaz de me lembrar de nada. Eu só via a ‘Annie dos meus sonhos’, o ‘Adonis de pedra’ e a clareira já muito familiar, mas nenhuma palavra me vinha a cabeça, e eu estava perdendo os minutos pelo qual me adiantara.

Levantei a contragosto, me troquei as pressas, tomei uma tigela de cereal, juntei o material da escola, o diário para o caso de me lembrar de mais alguma informação e desci.



Bem, ta aí... espero que gostem! Depois de amanhã eu coloco mais um pouquinho...